TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE E A OCORRÊNCIA DA SÍNDROME DE DUMPING

Geysa Maria M. N. Lemke, Juliana Souza Closs Correia

Resumo


A obesidade é uma doença multifatorial que vem atingindo proporções epidêmicas tanto  em  países  desenvolvidos  como  em  desenvolvimento,  com  este  aumento,  cresceu também  a  procura  pela  realização  de  cirurgias  bariátricas,  que  se  impõem  como  uma  das importantes opções no  tratamento da obesidade mórbida (IMC ? 40 kg/m² ou  IMC > 35 kg/m² associado  a  fatores  de  riscos). A  cirurgia  não  é  a  primeira  opção  de  tratamento,  e  somente deve  ser  indicada  quando  há  falta  de  resposta  do  paciente  mediante  as  terapêuticas convencionais,  que  incluem:  reeducação  alimentar,  realização  de  atividade  física,  uso  de agentes  anti-obesidade  e  terapia  comportamental.  Nesses  casos,  a  cirurgia  representa  um risco  menor  em  relação  às  doenças  associadas  à  obesidade  (hipertensão  arterial,  as dislipidemias,  diabetes  melllitus,  apnéia  do  sono,  entre  outras).  Após  a  cirurgia  bariátrica podem surgir diversas complicações clínicas e nutricionais, como a síndrome de dumping. Este trabalho  visa  levantar  através  de  pesquisa  bibliográfica  informações  científicas  a  respeito  da ocorrência da Síndrome de Dumping no período pós- cirúrgico das cirurgias bariátricas. Esta síndrome, também conhecida como síndrome do esvaziamento rápido, acomete cerca de 5% a 50% dos pacientes, dependendo da técnica cirúrgica utilizada. A sintomatologia da síndrome é caracterizada  por  hipoglicemia,  sudorese,  taquicardia,  náuseas,  plenitude  gástrica,  cólicas  e tonturas. Os sintomas da síndrome podem  interferir no estado nutricional do paciente,  já que pode haver  redução na  ingestão de alimentos o que por sua vez pode causar desnutrição. A nutrição possui um papel  fundamental para prevenir ou minimizar esta e outras complicações pós-cirúrgicas, possibilitando  resultados  satisfatórios e duradouros durante  todo o  tratamento da obesidade,  favorecendo assim, a manutenção de uma  vida saudável. A  cirurgia por si  só não é  instrumento de cura, ela possibilita a melhora da situação do paciente, desde que haja comprometimento com o tratamento como um todo, o que inclui exercícios físicos e adoção de hábitos alimentares saudáveis.


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ISSN: 1982-792X