ESTABELECIMENTO DE PROTOCOLO PARA DESCONTAMINAÇÃO DE EXPLANTES FOLIARES DE PAULLINIA MELIIFOLIA

Thiago da Silva Messias, Rodrigo Kelson Silva Rezende, Luciely Faustino da Silva, Geisianny Pereira Nunes, Maílson Vieira Jesus

Resumo


Paullinia meliifolia conhecida popularmente como “pananá”, se caracteriza por apresentar hábito trepador além de ser lenhosa, latescente, com gavinhas e estípulas, monóica e apresenta caule subcilíndrico, estriado ou costado, em corte transversal com um cilindro central único ou composto por um cilindro central e 1-5 cilindros periféricos. As espécies do gênero Paullinia são utilizadas na medicina popular por suas propriedades antipiréticas, antinevrálgicas e anti-diarréicas, e como analgésico similar à aspirina. A micropropagação vem sendo usada com sucesso na conservação de germoplasma e propagação clonal e massal de diversas espécies florestais. Neste aspecto, um grande desafio a ser superado é no estabelecimento in vitro, uma vez que para o cultivo é necessária obtenção de tecidos livres de contaminações provocadas por microorganismos. Uma das etapas mais importantes na micropropagação é a desinfestação superficial do material vegetal a ser utilizado, tal procedimento pode ser realizado utilizando álcool 70 % (v/v) e hipoclorito de sódio em diferentes concentrações, além de outros produtos desde que não prejudique o material a ser regenerado. A concentração da solução desinfetante e o tempo de exposição influencia significativamente no índice de contaminação in vitro, tornando-se necessário o estabelecimento de um protocolo eficiente para cada espécie. Este trabalho teve como objetivo estabelecer um protocolo eficiente de descontaminação de explantes foliares de pananá. Foram testadas três concentrações de hipoclorito de sódio em diferentes períodos de tempo (1,0% nos tempos 27; 30 e 33 minutos; 1,5% nos tempos 19, 21 e 24 minutos e 2,5% nos tempos 10; 13 e 16 minutos) combinada com álcool 70% (v/v) com tempo de exposição de 2 minutos. Como resultados, observou-se que as concentrações assim como o tempo de exposição do hipoclorito de sódio se diferenciam entre si em relação ao índice de contaminação fúngica ao nível de 1% de probabilidade de erro. Ao utilizar cloro ativo a 1,0% com tempo de exposição de 33 minutos foi obtido 95,6% de explantes livres de contaminação. Podemos concluir que a concentração (1,0%) e o tempo de exposição (33 minutos) da solução desinfetante) influenciam significantemente na descontaminação do material vegetal para estabelecimento in vitro.

Palavras-chave


Cultura in vitro. Descontaminação de explantes. Hipoclorito de sódio. Pananá.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22614/resc-v8-n1-1043



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ISSN: 1982-792X